terça-feira, 9 de julho de 2013

Os teus olhos tem a cor da curva do rio, às margens, eu observo a luz pincelar teu olhar.
Tu cheiras a saudade, o doce odor da chuva sobre mato e terra que guardo fielmente das poucas viagens que fiz. Dos poucos chãos que pisei e me subiram o cheiro de desejar reter na memória.
E a tua pele é neblina aquietando a voz em qualquer superfície que minha presença esteja, abre-me a boca apenas para que o silêncio a alcance.